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A Mulher Samaritana Imprimir E-mail
Qui, 30 de Abril de 2009 12:36
“Abra os olhos do meu coração... Abra os olhos do meu coração... Quero te ver, quero te ver, Senhor (...)
Quero te ver, quero te ver... Quero te abraçar... Quero te beijar... Quero te ver...”

Você já viu o Senhor Jesus? Quantas vezes, em meio a louvores, você clama “Senhor, quero te ver”? Onde você o tem procurado? Será que Ele já não passou por você e foi ignorado? Essas são perguntas que mexem com nossa curiosidade e levam-nos a indagar como podem fazer sentido. O que enxergamos pode ser fundamental para as respostas. Mas... Será que enxergamos?
Vivemos em tempos de cegueira. Nunca um povo foi tão destituído de visão como agora. Quando não são cegos, vêem aquilo que não devem ver. O que está acontecendo? Hoje em dia temos que pedir a Deus uma visão que nos faça enxergar de verdade, visualizar aquilo que os olhos do Pai são capazes de alcançar. A mulher de Samaria viu; porém, não foi capaz de enxergar.

“Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase a hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.”
João 4:5-7


O que conhecemos sobre a samaritana que tinha sede? Que buscava água, que havia coabitado com cinco maridos, que não se comunicava com judeus por costume e... que era cega. Cega? É, cega! Por mais lindos olhos que ela tivesse e ainda que não contasse com nenhuma miopia ou astigmatismo, ela não enxergava. Ou será que você reagiria como ela ao ficar frente ao Senhor Jesus? É certo que ela ainda não o conhecia. Mas, e você que o conhece, tem cruzado com Ele por aí?

“Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos). Jesus respondeu: se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.”
João 4:9-10


As igrejas contemporâneas têm sido levadas pela aparência. Temos olhado a etiqueta em vez do produto e isso representa um grande declínio espiritual. A mulher samaritana viu Jesus como um homem qualquer, não o enxergou como Ele é (Senhor e Rei). Ela enxergou apenas um simples judeu que ousava romper com uma tradição de anos que proibia judeus de falarem com samaritanos. Entretanto, no dia-a-dia, a aparência é o que menos importa, pois um dia estaremos na solidão do túmulo e nenhuma etiqueta vai nos confortar, apenas o que adquirimos em Deus.
O mundo em que vivemos nos manipula a ver tudo pela aparência, a olhar sempre embalagens sem considerar o conteúdo. É por isso que tratamos as pessoas assim, o que nos leva a atribuir juízos precipitados e a propagar preconceito. Deixamos de desvendar o interior de nossos irmãos, abdicando de um relacionamento verdadeiro em troca da superficialidade.
Jesus era um homem simples, estava sempre preocupado com o “eu” de cada um. Ele não foi um grande escritor ou poeta e ainda assim é o maior. Cada um de nós tem uma verdade heróica, mas esse mundo nos faz ver tudo por fora. A bíblia sempre nos convida a ver o interior de tudo, mas a disputa com a mídia faz com que olhemos apenas aparências.

“Disse-lhe a mulher: senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.”
João 4:11-14


A mulher estava diante do poço de Jacó e de Jesus, o Senhor da vida. Por que ela não reconheceu o Messias? Teria a sede atrofiado os seus sentidos, ou a religiosidade travava sua visão? Aquela mulher vivia um ciclo de desgraça em Samaria, sua rotina era automatizada pela ida ao poço de Jacó. Devido a essa automatização, que podemos chamar de religiosidade, ela não reconheceu que aquele homem judeu e simples era o Senhor dos senhores, que poderia lhe dar a salvação.
Em muitas vezes somos tão religiosos, com doutrinas, costumes, tradições e regras obsoletas e infundadas, que passamos a vida indo ao “poço de Jacó” pegar água. Continuamos com sede sempre porque não conseguimos ver Jesus bem ao lado do poço, oferecendo-nos a água que sacia a sede eternamente. Enxergamos somente o que nos é aparente: o poço fundo que contém água apenas para um dia. Por que o povo de Deus continua querendo ter sede o tempo todo??? É assim que deixamos de ver o Senhor Jesus, quando a vida está apenas na aparência.

Não devemos olhar as pessoas como pequenos “Mc Lanches Felizes”, cujo conteúdo importa menos do que a bonita caixinha animada. Jesus pode estar por aí e talvez estejamos tão cegos que estamos vendo apenas simples mendigos. Não percamos a oportunidade de ver pequenos Cristos pelo caminho devido a nossa pressa. Disso pode depender nossa eternidade com o Pai.
A mulher era religiosa, julgava que o poço de Jacó era o que matava sua sede. E você, onde está o seu poço? Em que você tem colocado seu coração para saciar a sua sede? Olhe em volta do poço, tente perceber que a água da vida não está ali. Temos que deixar a religiosidade.

“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.”
João 4:15-18


Jesus tocou na ferida. Ser religioso é fruto de pecado escondido e não confessado. A religiosidade, na verdade, é como uma máscara posta para camuflar o que de feio há. Assim foi com a mulher de Samaria. O Senhor conhecia os pecados mais íntimos daquela mulher e os denunciou como uma forma de libertá-la desse jugo. A mulher foi desafiada a consertar sua vida em relação ao seu marido. Isso pode até ter doído em sua alma, mas foi o ponto de partida para acabar com sua “prisão”.
Precisamos expor os pecados para que sejamos curados (Tg 5:16) e libertos de nossa religiosidade, pois isso nos restabelecerá a visão e, então, enxergaremos Jesus exatamente como Ele é. A água da vida está sempre a nossa disposição e ter sede todos os dias ou ser saciado eternamente só depende de nós mesmos. A bíblia é a água que pode saciar nossa sede e quebrar a barreira de nossos preconceitos. Ela é o grande manual de vida e uma vida longe de religiosidade e cegueira. Abramos nossos olhos para a Palavra de Deus, e ela será colírio para nossa visão espiritual.

“Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade e foram ter com ele.”
João 4:28-30


Relembre sua vida antes de Jesus, o quanto era vazia e sedenta. Como você o conheceu? Como foi o fenômeno de transporte do império das trevas para o reino do filho do Seu amor? Foi preciso que alguém anunciasse as palavras de salvação a você, não é mesmo? Foi necessário que uma pessoa experimentada da água da vida pudesse oferecer-te de beber. É por isso que hoje você é filho de Deus, servo do Rei. É por isso que de sede você não morrerá nunca mais... No entanto, beber a água de Jesus não é tão simples, pois ele vai nos desafiar a consertar nossas vidas e viver em retidão.

“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. E o que ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem.”
João 4:35-36


O que temos feito com tudo o que experimentamos da parte de Deus? Como utilizamos a palavra de vida eterna? Como testemunhamos de Jesus Cristo? Será que estamos guardando tudo em uma caixinha bem bonita em vez de disseminar tudo isso em prol de tantos que, como nós um dia precisamos, necessitam conhecer o Messias? A mulher de Samaria espalhou tudo o que ouvira naquele pequeno momento com o Senhor e, logo que conheceu as palavras de vida que Jesus falava, sem demora foi dar testemunho aos outros moradores daquela cidade, os quais, lembrando, eram religiosos e dependentes do poço de Jacó.

“E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito (...) E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos, porque nós mesmos o temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.”
João 4:39;42


O efeito de testificar de Cristo é salvação, redenção e libertação. A intenção de Deus, primeiramente, é que bebamos da água da vida e, em seguida, sejamos libertos dos pecados. Assim, somos capazes de anunciar o que Ele faz em nossas vidas e isso gera o mesmo em outros. Muitos acertarão suas vidas por causa de nosso testemunho, assim como ocorreu com a mulher de Samaria. Para isso, como cristãos, nesses dias devemos ter poucas palavras e uma vida de bom testemunho, pois isso fará com que vejam a Deus. No final, a etiqueta irá para o lixo e o conteúdo transformará nossas vidas. Com isso, a Igreja será mais saudável, unida e feliz.

“Abra os olhos do meu coração
Abra os olhos do meu coração
Quero te ver, quero te ver, Senhor
(...)
Quero te ver, quero te ver
Quero te abraçar
Quero te beijar
Quero te ver...”

Pastor Alexandre Pilar - Visão Cross
 
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